EITA BICHA VELHA NORDESTINA!

 Era um agosto de 1948, mês dos desgostos, leonina, braba que nem um capota choca, a mãe disse- Não chegou em boa hora, tenho um bebe com menos de um ano e o marido não me ajuda. Praia de Acau-Pitimbu, na Paraíba,  coqueiro e  fruta''pãozeiro'' que dava na canela. Em toda casa quase perto da noite o cheiro de fruta pão cozido e o peixe assado seguia em toda praia. Lugar de três famílias foram se juntando quem não era  parente era aderente. Todo mundo sabia da vida do outro, o que comia, o que vestia e as brigas de família.  O velho pai dessa menina, tinha um dom, tudo no papel ele escrevia.  Datava e dizia até o dia da semana e a hora. Se eu falar e alguém disser, tá mentindo, vou buscar meu caderno e provo o acontecido. Essa menina puxou a ele com essa mania. ''' Apraiazinha'''  não lhe pertencia logo aos sete anos, se mandava pro Recife, capital de Pernambuco. Com pouca idade sabia o que queria, a mãe falava uma frase ela completava com magia, a mãe sempre perdia, ai dava chilique, a pobre da irmã que nasceu sem vontade de falar, dizia- Um dia mãe vai te matar de tanto te bater, cala essa boca...Boca calada não entra mosca, o bucho da menina estava cheio. Aos oito anos saiu da praia. Para falar a verdade todos saíram ali não dava para criar filhos. Não tinha escola, não tinha posto de saúde  somente marisqueira e tratadora de peixe sobrevivia. Os homens no mar pescando lagosta e camarão. 

Comentários

Postagens mais visitadas